quinta-feira, 27 de agosto de 2009

LEVA ME

Pergunto me se vale a pena
curtir a dor que me envenena,
e fico pensando, mas por que?
A depressão que me invade
é o sinal dessa saudade
desse vazio que lembra voce.

Dor que o meu corpo explora
e meu coração não colabora,
é um derrotado e sofredor.
Tornou se da vida um recruta
que nunca saiu para a luta,
é um escravo do seu amor.

Pergunto, por que me acontece
essa dor que só me enfraquece,
querendo no meu destino interferir.
Nessa amargura que me embala
se intrometendo na minha fala,
deixa me, sem forças para reagir.

Por que a força dessa estrela
não deixa me esquece la,
e exerce essa tamanha pressão?
Leva, toda a vontade de viver
e faz me sozinho percorrer,
os negros caminhos da solidão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

QUADRO DA SAUDADE

Agora estou me perguntando
o que é que estava procurando,
o que no tempo fui procurar.
Pois isso que tenho procurado
com tantas viagens ao passado
sem saber o que encontrar.

O que no sonho,sempre aparecia
ao longe, onde nada existia,
bem na frente do meu olhar.
A paisagem tão morta e triste
onde nem cor nem vida existe,
mas vivo, com ela a sonhar.

Deve ser algo que foi esquecido
num distante momento perdido,
e voltou, nos meus sonhos a vagar.
Vivo pensando, sem ter certeza
é uma lembrança que ficou presa,
em alguma noite de luar?

Estranha visão que aumenta
quando meu sonho frequenta,
já chegou a aquecer o meu ar.
Mas, desse quadro tão distante
nunca consegui um só instante,
de alguma coisa lembrar.

Gil de Olive

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

VIAGEM CÓSMICA


A noite caiu sobre mim
Num dia azul
As estrelas brilharam
Senti a tua paz

A noite chegou serena
Senti o teu corpo
A voz harmoniosa
Abraçou-me o teu olhar

Soaram melodias
Em cadencias rítmicas
D
e

t
i
A música está presente
Intemporalidade
D
e

n
ó
s
A viagem cósmica
Acontece
Sempre em vagas de azul

Melodias transfiguradas
Pela longitude do olhar
Permanências ousadas
Pelo querer e o ser

Esperava Setembro
Em amplexos festivos
Nos poemas que escrevo
No teu corpo aberto

By beijo azul

domingo, 2 de agosto de 2009

Saudades



Bateu com frenesi
Num Bater de asas
Caídas, gerou um eco
Que se elevou até o céu!

Imagino...


Imagino...
Imagino o teu rosto
Sonho a tua voz
*
De ti
só uma troca de palavras
As tuas ausências
anunciadas
*
És como espuma das vagas ondulantes
Que desfalecem na areia
És chama acesa em mim...
És apenas um momento....
E assim serás eternamente
*
Tens a beleza exótica dos verdes prados....
A tua voz
É o movimento dos rios
O teu sorriso
o Sol ao amanhecer...
A tua pele da cor da terra
O teu cheiro
de flores silvestres
*
Imagino....
Sim só te imagino...
És fruto da minha imaginação
Mas imagina....tenho saudades!


By Whaine kia ora hoa

quarta-feira, 29 de julho de 2009

E NASCE O AMOR

O amor que aqui nasceu
numa noite de luar,
um amor que cresceu
junto as ondas do mar.
Não foi correspondido
não foi tempo perdido
não parei de te amar.

Adubado por uma canção
regado por uma melodia,
cresceu essa paixão
nas rimas da poesia.
Uma montanha gelada
que ficou isolada
no reino da fantasia.

Esse sentimento assumo
aceito ser um sofredor,
não sei qual o rumo
para regar uma flor.
Condição assumida
dou parte da vida
por pedaços de amor.

Recebo o abalo
sem as bases tremer,
sofro e não calo
eu só sei te querer.
Esse amor e imenso
comigo não penso
em deixa lo morrer.

Gil de Olive

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vozes da Minha Alma



O doce sentir, no ocaso
Que traz a noite no orvalho
Sensação de encontro, olhos
Que conduzem e viajam universo!

Suavidade minha alma sente
Todos os segundos em preces
Sempre ricamente ornada na messe
Sorvo a seiva das rosas em segredo!

Purifico coração meu em doação
Vida vivida para o amor em ação
Cada jardim planto uma florzinha!

Chamada carinho, entrego
Dedicação aos seres que amo
É minha família, é meu alento!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SOMBRA EXILADA

Hoje sou uma sombra exilada
sou, da amargura a pousada
sou o ponto final da ventania...
A tristeza busca em mim o seu tema
sou a última frase de um poema,
sou , o ponto final de uma poesia.

A vida, comigo já não se importa
sabe, que tenho a alma morta,
que sou a letra final da escuridão.
Tudo que sou, não vale um segundo
um traste, que vegeta pelo mundo,
sou, o último verso de uma canção.

Queria estar no fim do infinito
onde ninguém ouvisse meu grito,
queria morar, no vale da solidão.
Estou sonhando, sou um ser alado,
e com as asas, viajarei ao passado,
seguindo, os caminhos da recordação.

Gil de Olive

domingo, 21 de junho de 2009

O VENTO DA PRAIA

Com os cabelos soltos, pelo sopro dos ventos,
com um olhar tão parado, que se perde no mar,
o que andará, em seus pensamentos?
É o que meu pensamento, está a te perguntar.

Como se a imensidão fosse somente um lago,
que não tivesse nenhum vento a soprar,
fico te olhando, com esse olhar tão vago,
que está a pedir me, para nada falar.

Olhando em direção, dos azuis montes,
vejo, que sente dificuldade em respirar,
o que será que vê além dos horizontes?
Sei que seu pensamento, não vai nunca me contar.

O barulho do vento, sobre o desfiladeiro
também deve estar tentando te despertar
pedindo para que esqueça o marinheiro,
que nessa praia, nunca mais irá voltar.

Como queria, que fugisse desse deserto
como queria ve-la ao meu lado caminhar,
dizer te que tem um amor tão perto,
mas meu pensamento, voce não pode escutar.

Sinto também o que voce está sentindo,
sua vontade seria, de nessa areia ajoelhar,
vejo, que seu pensamento está me pedindo,
para em silêncio, aqui com voce chorar.

Gil de Olive

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nossa Eterna Caminhada



Nesta caminhada, corremos
tempo transparente, escuro
Enfrentamos juntos todos os percalços
Rumamos sempre na fé, enclausuramos
Nossas lágrimas, juntamos forças
E fizemos uma colheita maravilhosa.
Os frutos vieram bons, são a razão da nossa
Vida, Agrademos a Deus todos
os dias por cada dia vivido e descemos
todas as ladeiras desérticas com um brilho
nos olhos.
Juntamos forças e nesse imenso amor criamos
Uma linda família que construímos e eternizarmos.
O nosso amor é feito de um grande carinho e sempre ligados
em Deus.
Hoje brindamos o nosso dia e todos os outros
Com a música da nossa vida: O amor!

Fhatima

NESSE DIA...DOS NAMORADOS

Estou sem ninguém para dedicar
os simples versos dessa poesia,
nenhuma flor para entregar
vivo sem nenhuma companhia.

Hoje, essa data tão encantada
passará em branco, para o trovador,
não será, por mim comemorada,
hoje, não tenho nenhum amor.

O que vejo, uma data sem alegria,
uma data, sem comemoração,
por isso dedicarei minha poesia
para a companheira solidão.

Não fico triste, por viver assim,
a minha primavera já passou,
sei que ninguém se lembra de mim,
saudades, e tudo que restou.

Em cada verso, uma recordação,
em cada palavra, o nome de alguém,
quantas lembranças, silencia o coração
quando se vive, sem ninguém.

Gil de Olive

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Amizade



O valor da Amizade
Tuas palavras são flores que adornam minha vida
São as cores que colorem meus dias, em sol
Brilha intenso, como o rouxinol!
Tua mensagem é o amanhecer, socorrida!

Em lenços de paz e bondade
Brotam suaves como as brisas
Encantadas na estrada, ricas
De alegria, de fé perpetuada!

Deus é nosso guia, nos caminhos
Que a vida nos traça, com poder!
São anjos com duas asas em nos reter!

Muito obrigada pela tua amizade
Por essa sensibilidade, que contagia
E que a cada dia me faz tão cheia dessa magia!

Fhatima

domingo, 7 de junho de 2009

Farol Quebrado


É na musica que mergulho
Esquecendo auroras de desertos
Escritos em mim
Tua pele que me seca o sabor
Das amoras e fruta madura

Palavras arquitectadas
De areias desérticas
Perfazem o monumento
Escultural do meu desejo

Fluem sabores e odores
Em cascatas de pteridófitas
Ornamento luxurioso
Deste amor derramado
De seiva pura

Sinto os ventos uivantes
Na maresia do teu olhar
f
a
r
o
l
Quebrado nas correntes existenciais
a
m
a
r
r
a
s

Dolorosas
Que rasgam o peito
E as âncoras arrastam
A sinfonia deste amor

By beijo azul

sexta-feira, 15 de maio de 2009

TOLICES DO AMOR

Se o tempo nessa noite parasse
se os sentidos de mim fugisse,
se inerte, nesse lugar ficasse
talvez nenhum sentimento sentisse.

Se eu nem sequer me lembrasse
de tudo o que um dia te disse,
como se minha voz se calasse
e todas as lembranças sumisse.

Mas, e se uma recordação achasse
em seu olhar, em sua meiguice?
Talvez somente isso me bastasse,
para nunca esquecer Clarisse.

Nem que seu nome não murmurasse
mesmo que tentando fingisse,
e se palavras não encontrasse,
e nem chorando conseguisse?

Mas se minha alma então falasse
e até voce me conduzisse?
E se voce então me reclamasse
dizendo que era esquisitisse?

E se acaso voce gostasse
e se sorrindo me pedisse,
para que eu continuasse
com esse pensamento de tolice?

Gil de Olive

terça-feira, 12 de maio de 2009

Minha Homenagem a Grandiosa Poetisa Haeremai



Falar de ti, é pura emoção
É voar pelas galáxias, mais distantes
É navegar por mares azuis, mutantes
É amar o distante, em pura emoção
És a heroína do conto das fadas, em renonovação!

Navegas por diversos infinitos
O criador está em teu sólido coração,
És grandiosa, és merecedora, em oração
És a nossa grande poetisa,do beijo bonito!

És o nosso expoente mais singelo
A nossa guia, a nossa estrela cadente
Tens um brilho, que resplandece!

Tua alma és terna, e tens a glória
És a poetisa de muitas liras, e universo
Poetisa das mil e uma noites, em versos!

Esta é a minha humilde homenagem a minha grande
Amiga Portuguesa, HAEREMAI.
Parabéns neste diam que Jesus te cubra de bênçãos
Sabes que tenho a mais sincera afeição e admiração por ti.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Eu e a Minha Querida Neta



Netinha querida, és a estrela mais
Doce que Deus, me trouxe em forma
De imensa alegria, por este presente
Tão singelo, agradeço-te em preces!

sábado, 9 de maio de 2009

Fascinar




As nuvens beijam o mar
Num apelo mágico, as ondas
Se fizeram mornas e doaram-se
Ao sol numa carícia, de ir e vir,
Selando dia e noites, num ciclo.
Tempo beijado pelas idolatrias
Benfazejas e ciciando a suavidade
Da melodia em hinos de aventuras.
Te olhar assim distante, semideus
Isolado, a mirar-te nas águas
Cristalinas, e ver-te em silhuetas
Perfeitas, num piscar de olhos,
Abro os olhos apenas um sonho de amor
Coroando luzes de uma eterna fascinação!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãezinha Querida




Mãezinha! Quero neste dia oferecer
O meu coração, este amor que sinto
É inigualável, é água cristalina sem fenecer!
Os céus a me proteger, pois nesta entrega,acredito!

É o transbordar das lágrimas
É o agradecimento, é o reconhecimento
É a partilha de tantas trocas, união de vidas
De tantas experiências vividas. Mãe és a mão em oferecimento!

Esquece sempre de ti, sempre a regar
Com ares de amor, o teu jardim
Não negas nem um minuto o teu dedicar!

Um dia escreverei um livro
De tua vida, por tantas dificuldades vividas
Mãezinha! Tu és a mais bendita,és o mais belo lírio!

Fhatima

Ondas de Amor



Levo-te pelas ondas da ilusão,
Enlaço-te nos meus afagos, abraças!
Nas carentes e envolventes musas,
Solventes em teu peito...Em ação!

Arde como o fogo em pedras quentes
Incendeias paraísos fulgurantes,
Nos tropeços, desvario nas noites vibrantes!
Tão nitidamente a me enlaçar carente!

Segue-me tão cego,
Esqueces da tua luz, carrega-me!
No amor que traduz, embriaga-me!

Nos abraços sedosos,
Lança mão das flores multicores,
Lança-as ao vento, seu perfume chega em olores!

Fhatima

quinta-feira, 7 de maio de 2009

POESIAS RASGADAS

Velhos papéis, que estão rolando pelo chão,
belas poesias, que um dia me escreveu,
palavras que foram ditadas por seu coração,
que numa tarde, jurou que era somente meu.
Papéis que agora voam em outra direção,
são belos poemas, que a lua também leu.

Poesias e cartas, agora estão rasgadas,
agora não me farão mais de voce lembrar,
tantas juras, que estou jogando nas calçadas,
que como seu amor,vão embora para o mar.
-Quero que destruam tudo.Peço as enxurradas,
para papéis sem valor,não quero mais olhar.

O que era tão bonito, num dia distante,
vi todo manchado, pela chuva que caia,
o que considerava lembrança importante,
nada restou, nem sequer uma poesia.
Pedi para que levassem para bem distante
as recordações de quem me amou um dia.

Só as saudades comigo ficarão guardadas
essa eu sei que não tem como ser destruida,
as lembranças de nossas saudosas baladas,
que tanto enfeitou, a sua e a minha vida.
Agora dissolvendo, vejo as cartas molhadas
tudo que era, minha leitura preferida.


Gil de Olive

domingo, 3 de maio de 2009

NOITE DE LUAR


Lentas notas, que pelo ar avança,
que minha alma, chama de esperança,
lentamente, do violão vai saindo...
São lançadas nessa imensidão,
são cantigas do coração
endereçadas a quem não está ouvindo...
São pesadas, por que contém a dor,
levam em seu núcleo, migalhas de amor,
de uma mágoa, que só eu consigo decifrar...
Em minha mente, elas tem uma meta,
que está gravada na memória desse poeta,
que está sofrendo nessa noite de luar...
Tristes notas, que nascem e vão embora,
levando lágrimas de alguém que chora,
que curte a lua, aqui nesse caramanchão...
As estrelas, estão sentindo comigo,
estão tentando dividir esse castigo,
ouvindo em silêncio, minha canção...
Nesse momento, curtindo a saudade sua,
talvez pela música, me aplaude a lua,
e as estrelas, que parecem nem piscar...
Aqui, nessa noite de quietude,
noto, que o destino me foi rude,
pois quase não consigo cantar...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

CIDADE DA ILUSÃO


Só conheço até o final dessa rua,
só até onde vai a claridade da lua,
além de lá, nada mais conheço.
Mas terei que entrar nessa escuridão
vou procurar onde é a rua da solidão,
e lá que está esse meu endereço.
Sei que lá não existe a claridade
depois que passar pela rua da saudade,
e lá onde não mais nasce o dia.
Já sei que é um lugar todo escuro,
é esse mesmo, o endereço que procuro,
é onde não tem vida uma poesia.
Terei que começar pela avenida da ilusão,
onde está sepultada toda a inspiração,
onde a vontade de viver já embolora.
Lá não existe uma paisagem colorida,
só se ouve os lamentos pela vida,
é onde os versos da poesia chora.
Parece estar longe, a cidade da amargura
mas a distancia e bem menor que a loucura,
que está habitando o meu coração.
Na cidade triste, é sem vida a paisagem,
tão monótona como a minha mensagem,
nos versos, de quem vive de recordação.

terça-feira, 21 de abril de 2009

CAMINHOS


Vai embora com o vento
sonhos, do meu pensamento,
lembranças, de cantigas ao luar.
Saudade, de um tempo passado,
de um lindo momento ao seu lado,
junto as ondas do mar.
Sorrisos, de uma tarde de verão
alegrias, que meu pobre coração,
um dia pode desfrutar...
Mas hoje, e uma saudade dolorida
que embora faz parte da vida,
quero dela me desquitar...
Leve esse sonho de felicidade
que nunca, se tornou realidade,
e que no passar do tempo se perdeu...
Leva, para longe, para onde for,
leve na bagagem esse resto de amor,
que um dia, em meu jardim floresceu...
Leve, para outro mundo encantado,
tudo aquilo, que tenho sonhado,
e todos os pertences seus.
Não esqueça da pouca alegria,
tudo, que restou de um dia,
depois, que me disse adeus...
Vá viver, seu mundo só de luzes,
deixando me, entre trevas e cruzes,
num mundo de saudade e solidão...
Pode levar, de nada mais preciso,
não verá jamais, em meu rosto um sorriso,
leva contigo, o meu coração...
Esse delírio, que minha vida consome,
minha alma, que só chama por seu nome,
está vivendo, num mundo só de espinhos...
Murcharam todas as flores do arrebol,
foi embora, meu último por do sol,
separaram os nossos caminhos.
Gil de Olive

As Rosas Mais Lindas que Recebi



As rosas mais lindas que recebi
São de cores suaves, as brancas
Sugerem a ternura e pureza
As rosas amarelas, as velas

De um barco que viaja
Veloz num tempo, que é agora
Atravessa mares azuis, chega
Tudo é perfeito, como as brisas dessa mágica!

Amigo trazes, à amizade nas tuas mãos
E através desta mensagem, traz as rosas
Que colorem meu coração, com as palavras cuidadosas!

Nessas rosas multicoloridas
As alegrias nascem da alma, que conclama
Todos os perfumes que exalam até o amanhã!

http://www.youtube.com/watch?v=52d20PK_Kyk&feature=player_embedded

NOTAS DO AMOR

Música, que em minha mente ecoa,
lembranças que recordo ainda,
como um pássaro que na tarde voa
numa tarde de sol, que finda.

Sons que lembram um recente passado,
sons de uma tarde de verão,
tarde, que vi seus olhos molhados,
que molhados ficaram, na estação.

Por que esses acordes são tristes assim?
Essas recordações me trazem pena.
-Quero que nunca se esqueça de mim,
foram as últimas palavras de Helena.

Por que recordar minha mente insiste?
Aquele falo que me foi ocorrido,
talvez, um resto de amor ainda existe,
resto de amor, que não foi esquecido.

Por que a saudade o passado não leva?
Talvez, não teve fim, aquela paixão,
e minha tarde se transforma em treva,
em treva fica meu coração.

Triste música que no ar avança
trazendo a tristeza e a recordação,
suaves cantigas de uma lembrança,
nas tristes notas, de meu violão.


Gil de Olive

Minha lista de blogs